Israel Shamir

Ideas that will Derail the descent to Barbarity

A Ineficácia do Governo e a Lei de Wilcoyote

(Que queremos nós: a “democracia” ou o bom Governo?)

A multiplicidade de manifestações anti-governo que ocorrem nas ruas e os constantes apupos ao primeiro ministro, quando este se atreve a sair em público, demonstram, parece-me bem, que os governantes actuais, que a si mesmos se chamam democratas, não sabem o que é a democracia. ‘Ministro’ quer dizer ’servidor’. Um ministro em monarquia serve o rei. Um ministro em democracia serve o Povo. Portanto, em democracia, os ministros não se podem armar em mandões, e têm que prestar atenção séria às manifestações e aos apupos da população. Algo está mal. E o que está mal nos nossos governantes, assim chamados, é a sua política, contra a qual o Povo reage, e a sua atitude que muito o irrita.

Mais ainda: este governo aceitou ser eleito por maioria do Povo, mas não aceita submeter ao Povo em referendo a questão da entrada do nosso país na ’União Europeia’. Que quer isto dizer? Que os governantes eleitos se serviram do Povo, mas não o estimam, nem nele confiam. De resto, o que se torna evidente é que este governo não serve o Povo, mas serve a plutocracia que comanda a ’União Europeia’. A questão dos 3%, com que o ministro das finanças ou da economia se tem tanto preocupado,  é um requisito de Maastricht, e custe o que custar ao Povo, ele tem de obedecer a essa plutocracia, como pau mandado que parece ser — ele ou o primeiro ministro. Em resumo, a nossa “democracia” não é democracia.

Mais ainda: essas manifestações e esses apupos, o primeiro ministro os tem atribuído aos “comunistas”. Primeiro, os comunistas, com os seus cerca de 10% de força eleitoral, não têm força suficiente para tantas manifestações hostis. Segundo, mesmo que a tivessem, os comunistas numa democracia também são gente respeitável, ou não são? Quem não os respeita como força política não é democrata.

A questão é que estamos todos, dum modo geral, descontentes com esta pseudo-governação. Há os que a defendem, sem dúvida: aqueles bem colocados no sistema e que dele tiram vantagem.

A democracia tem falhado redondamente, ao que parece em toda a parte. Falhou a monarquia, falhou a democracia, falhou o socialismo, falhou o comunismo, falhou o capitalismo. Que quer isto dizer? Que todos os sistemas políticos ensaiados  desde a Revolução Francesa e o Iluminismo, que tanto apregoaram de Igualdade, Liberdade e Fraternidade, não conseguiram até hoje criar nem Liberdade, nem Igualdade, nem Fraternidade, pelo menos em grau aceitável por todos os governados. Continua a haver os que têm uma liberdade escandalosa e outros limitações impeditivas de todos os géneros. Continua a haver os Ricos abusadores e os Pobres forçados. Continua a medrar o ódio, a inveja, a falta de caridade entre as pessoas. Parece, e há quem o diga, que o ser humano não só é imperfeitíssimo, como também é incapaz de se contentar por muito que se lhe dê. Então acabemos com a democracia e toda a hipocrisia que ela encerra, e vamos para um regime autoritário, que não deixe as pessoas exorbitarem. É uma solução, mas evidentemente é uma  solução que não agrada, embora talvez não fosse tão má como a anarquia malcriada e  democrática em que vivemos. Que fazer? Pergunta recorrente que certamente muitos políticos fizeram, como fez Lenine: “Chtó dêlat?”.

A resposta pode encontrar-se no artigo italiano traduzido parcialmente nos LUSOs 532 e 534 “A Lei de Wilcoyote”.

Capitalismo e Comunismo, por muito antagónicos que pareçam, são irmãos com a mesma idiossincrasia: são ambos materialistas. E ambos põem ênfase no “trabalho”. A constituição comunista, pelo menos no tempo de Estaline, tinha um parágrafo que dizia: ‘Kto nê rabótaet, tot nê est’ ” (Quem não trabalha, não come). Os capitalistas, se não têm este preceito devidamente exarado na Constituição, têm-no firmemente encasquetado na mente: ’quem não trabalha não ganha para comer e morre de fome, a não ser que mendigue pelas ruas ou roube as lojas de noite’. Isto é justo? Isto é humano? Um ser humano que nasce tem o direito à vida e a situar-se nela como digno que é, porque filho de Deus.

 

“Não andeis, pois, inquietos, dizendo: que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? … Decerto vosso pai celeste sabe bem que necessitais de todas estas coisas;  mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de  si mesmo …” (S. Mateus 6:31-34).

 

O autor italiano do citado artigo, “A Lei de Wilcoyote”, faz-nos indirectamente menção destas palavras de Cristo. Nunca como hoje estivemos tão perto, parece,  de realizarmos de modo prático os ensinamentos de Cristo no respeitante à sobrevivência material dos seres humanos, apesar do medo generalizado, da ameaça duma hecatombe mundial, e da incompreensão geral. Quando os financeiros, não há muito tempo na história da humanidade, tornaram o dinheiro-papel totalmente independente duma cobertura em metal sonante, eles julgaram estar a enfiar um barrete aos pobres tolinhos crédulos que nós geralmente somos. Mas enganaram-se: eles prestaram-nos um serviço inestimável, provando que o dinheiro tem uma vida independente dos bens materiais. O dinheiro é papel, intrinsecamente nada vale, pode ser fabricado  a baixo custo e de modo teoricamente ilimitado e distribuído às populações e circular como instrumento mágico que permite a todos adquirirem aquilo de que necessitam. O que significa o fim da miséria forçada no mundo. E daí nasce o conceito misericordioso e divino do rendimento de cidadania, que faz, em termos práticos, a igualdade, a liberdade e a fraternidade possíveis e pragmáticas. Acaba-se com a mendicidade, com a escravatura, com a luta de classes, com a injustiça gritante existente entre ricos e pobres. Desaparece o comunismo e o capitalismo, embora certamente continuará a luta eterna entre os fracos e os poderosos que com muita dificuldade se verão privados dos seus escravos. E tudo farão para desacreditar um sistema de justiça que nunca fora experimentado na História.

Mas a Vida é uma luta constante, e vale a pena tentar fazer deste século e deste milénio, a era da Ressurreição de toda a Humanidade.

Estou a ouvir, desde os financeiros aos sacerdotes, desde os ricos aos pobres, desde os escravos que sacrificam a vida inteira com um labor insano que enriquece os exploradores da credulidade e do medo humanos: “ISSO NÃO É POSSÍVEL!”. Como não é possível, se nunca foi experimentado? E não valerá a pena experimentar?

Haja coragem! Haja generosidade!

 HAJA DEUS!!!

A História não acabou, e serão os corajosos, os generosos, os tementes a Deus, que a hão de continuar!!!

DEUS SUPER OMNIA.

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